Remanescentes de vegetação nativa são de suma importância, pois servem como refúgio de plantas e animais não adaptados ao perímetro urbano. A conservação desses ambientes é importante para que haja uma diversidade de representantes da fauna e flora, uma vez que esses locais garantem uma fonte contínua de recursos para os mesmos. Quando esses locais são desmatados, perdem-se informações valiosas.
Um exemplo de regiões preservadas em ambientes urbanizados é Mata da PUC Minas, localizada na região noroeste de Belo Horizonte. O espaço oferece à comunidade constante contato com a natureza e permite o aproveitamento de seus recursos naturais, por exemplo, a observação da fauna local, educação ambiental e a formação de pessoas que trabalham nestes ambientes, sejam em consultorias, pesquisas e educação.
O Museu de Ciências naturais da PUC Minas (Unidade Coração Eucarístico), implantado no ano de 1983, é um agente importante no incentivo à preservação da Matinha da PUC Minas e de outras áreas ao entrono e também de trabalhos científicos, pois os profissionais que trabalham no museu, professores e guias podem coordenar atividades como visitas guiadas à Matinha, demonstrando a importância da sua conservação e apontando características que não são observadas normalmente por pessoas leigas. Além disso, já existem atividades de Educação Ambiental que ele exerce atualmente.
Este importante órgão age como transmissor de informações e estimulador de atividades em prol do meio ambiente e de toda a fauna e flora presentes nele. Por isso, devem ser incentivadas, ao máximo, atividades como as que o Museu de Ciências Naturais exerce e também devem ser complementadas outras atividades extras.
É dever do biólogo divulgar e lutar pela preservação das matas presentes nas cidades, mostrando seus benefícios através da criação e do desenvolvimento de projetos que exemplifiquem tais vantagens aos seus habitantes.
A matinha da PUC Minas vem sendo cada vez mais valorizada e reconhecida. As pessoas estão conscientizando do seu valor faunístico e de sua riqueza florística. Alguns trabalhos já foram publicados, principalmente com levantamento de espécies e análises. A maioria das pesquisas realizadas foi por partes de alunos e professores da universidade.
Assmaa El Khal, Lucas Penna Soares Santos, Pedro Drubscky Vasconcellos Pereira, Sarah Beatriz Louise Vallon, Vinícius Ferreira de Abreu