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Interação Homem/Natureza

A relação homem-natureza não é recente, desde que a espécie humana surgiu ocorrem interações. A expansão dos centros urbanos distanciou o homem do contato com a natureza.
Remanescentes de vegetação nativa são de suma importância, pois servem como refúgio de plantas e animais não adaptados ao perímetro urbano. A conservação desses ambientes é importante para que haja uma diversidade de representantes da fauna e flora, uma vez que esses locais garantem uma fonte contínua de recursos para os mesmos. Quando esses locais são desmatados, perdem-se informações valiosas.
Um exemplo de regiões preservadas em ambientes urbanizados é Mata da PUC Minas, localizada na região noroeste de Belo Horizonte. O espaço oferece à comunidade constante contato com a natureza e permite o aproveitamento de seus recursos naturais, por exemplo, a observação da fauna local, educação ambiental e a formação de pessoas que trabalham nestes ambientes, sejam em consultorias, pesquisas e educação.
A mata da PUC Minas é um local relativamente pequeno que faz parte de um plano de manejo feito por biólogos da instituição. O levantamento da fauna e flora tem sido feito até hoje e serve de fundamentação para o estudo de espécies e a análise da dinâmica populacional das mesmas. Trata-se de um território de transição entre Hotspots, o que auxilia na comunicação e fluxo de indivíduos entre ambientes realmente preservados, porém não é considerada fundamental para a preservação de espécies. O plano de manejo feito na Mata da PUC Minas envolve questões políticas e sociais. Um exemplo disso é a construção de prédios e estruturas em locais próximos à Mata. Pequenas intervenções alteram o ciclo de vida das espécies presentes no local, além de interferir na estabilidade da área.
A área oferece aos alunos, funcionários e vizinhos, oportunidades de integração com a natureza. Uma atividade periódica que ocorre neste local são os levantamentos de espécies botânicas e de animais, como artrópodes, aves e plantas frutíferas. Obras e serviços manuais são realizados no local, ocorrendo grande ação antrópica na mata, além da própria urbanização existente. As pessoas que trabalham e habitam locais próximos deste ambiente se relacionam melhor com as características da mata, qualquer alteração trará consequências para elas.
         O Museu de Ciências naturais da PUC Minas (Unidade Coração Eucarístico), implantado no ano de 1983, é um agente importante no incentivo à preservação da Matinha da PUC Minas e de outras áreas ao entrono e também de trabalhos científicos, pois os profissionais que trabalham no museu, professores e guias podem coordenar atividades como visitas guiadas à Matinha, demonstrando a importância da sua conservação e apontando características que não são observadas normalmente por pessoas leigas. Além disso, já existem atividades de Educação Ambiental que ele exerce atualmente.
         Este importante órgão age como transmissor de informações e estimulador de atividades em prol do meio ambiente e de toda a fauna e flora presentes nele. Por isso, devem ser incentivadas, ao máximo, atividades como as que o Museu de Ciências Naturais exerce e também devem ser complementadas outras atividades extras.
A mata gera empregos que visam sua preservação, é um lugar ideal para biólogos e estudantes da área da saúde que desenvolvem diversos estudos. O Museu de Ciências Naturais é um grande parceiro na conservação dessa área e possibilita projetos educativos e científicos. Esta iniciativa interage o público externo com a Mata.
É dever do biólogo divulgar e lutar pela preservação das matas presentes nas cidades, mostrando seus benefícios através da criação e do desenvolvimento de projetos que exemplifiquem tais vantagens aos seus habitantes.
A matinha da PUC Minas vem sendo cada vez mais valorizada e reconhecida. As pessoas estão conscientizando do seu valor faunístico e de sua riqueza florística. Alguns trabalhos já foram publicados, principalmente com levantamento de espécies e análises. A maioria das pesquisas realizadas foi por partes de alunos e professores da universidade.
Assmaa El Khal, Lucas Penna Soares Santos, Pedro Drubscky Vasconcellos Pereira, Sarah Beatriz Louise Vallon, Vinícius Ferreira de Abreu