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Espécies da mata PUC Minas: Um levantamento bibliográfico

Atualmente temos consciência e reconhecemos a importância da vasta vegetação existente na Mata da PUC. Importância essa que exige de nós estudantes e também cidadãos, atitudes de preservação e estudos cada vez mais aprofundados sobre essa riqueza existente em nossa instituição de ensino.

A Mata está localizada dentro de uma área urbana. Devido as constantes edificações que provoca desajustes no clima urbano, uma das importantes funções da vegetação consiste no controle do microclima, contribuindo assim para a termorregularização, controle dos impactos das radiações solares, absorção de CO² e potencialização do teor de O².Além da proteção contra erosões.
As áreas verdes são também úteis na separação física do tráfego de veículos automotivos, filtram os gases tóxicos produzidos pelos mesmos e absorve os ruídos provocados constantemente pela área urbana.

Conhecer uma área verde como essa é poder sentir, observar, respirar e integrar as diferenças de ambientes que muitas vezes não se pode usufruir sem precisar ir tão longe. É poder separar o aspecto “grosso” dos edifícios e contemplar o equilíbrio entre a fauna e flora.É poder estudar as diferenças de formas, cores e texturas.É usufruir de um espaço único e rico em diversidades e trabalhar para manter sua preservação.
 

Artigo: EFEITOS DA VARIAÇÃO CORPORAL NO USO DO ESPAÇO POR DIDELPHIS ALBIVENTRIS (LUND, 1841), ATRAVÉS DO USO DA TÉCNICA DO CARRETEL DE RASTREAMENTO.
Autores: ALMEIDA, A. J.; TORQUETTI, C. G.; ARAÚJO, R. A.; TALAMONI, S. A.

  • Didelphis albiventris;

Artigo: ASPECTOS ECOLÓGICOS DE HELICTERES SACAROLHA ST.HIL. (STERCULIACEAE) EM UM FRAGMENTO DE MATA URBANA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG.
Autores: SILVA, G.E..; LIMA, R.; LANDA, G.G.

  • Helictere sacarolha 

Artigo: Borboletas (Lepidoptera) de um fragmento de mata urbano em Minas Gerais, Brasil.
Autores: André R. M. Silva; Giovanni G. Landa; Raphael F. Vitalino.

Família: HESPERIIDAE
  • Achlyodes busirus rioja Evans
  • Achlyodes mithridates thraso
  • Aguna asander asander
  • Anastrus sempiternus simplicior
  • Antigonus erosus
  • Astrapes anaphus anaphus
  • Callimormus juventus
  • Cobalopsis nero
  • Cobalus virbius hersilia
  • Cymaenes gisca
  • Cymaenes sp.
  • Epargyreus exadeus exadeus
  • Gorgythion begga begga
  • Helias phalaenoides palpalis
  • Heliopetes sp.
  • Nisoniades macarius
  • Panoquina fusina viola
  • Perichares philetes adela
  • Polites vibex catilina
  • Pyrgus orcus
  • Pythonides jovianus fabricii
  • Trina geometrina geometrina
  • Urbanus procne
  • Urbanus proteus proteus
  • Vettius artona
  • Xenophanes tryxus

Família: LYCAENIDAE
  • Hemiargus hanno
Família: NYMPHALIDAE
Biblidinae
  • Biblis hyperia
  • Callicore astarte selima
  • Callicore sorana
  • Dynamine agacles
  • Dynamine postverta
  • Hamadryas amphinome
  • Hamadryas februa
  • Hamadryas feronia
  • Hamadryas laodamia
  • Marpesia petreus
  • Nica flavilla
Família: Charaxinae
  • Archaeoprepona demophon
  • Memphis moruus stheno
Família: Danainae
  • Danaus plexippus
  • Lycorea halia halia
Família: Heliconiinae
  • Actinote melanisans
  • Actinote pellenea pellenea
  • Actinote pyrrha pyrrha
  • Agraulis vanillae
  • Dione juno
  • Dryas iulia
  • Euptoieta hegesia
  • Heliconius erato
  • Aeria olena
  • Hypothyris euclea
  • Mechanitis lysimnia
  • Mechanitis polymnia
  • Methona themisto
  • Placidina euryanassa

Família: Morphinae
  • Morpho helenor
  • Opsiphanes cassiae
  • Opsiphanes invirae

Família: Nymphalinae
  • Chlosyne lacinia saundersi
  • Colobura dirce
  • Eresia lansdorfi
  • Junonia evarete
  • Ortilia ithra
  • Siproeta stelenes
  • Tegosa claudina
Família: Satyrinae
  • Hermeuptychia hermes
  • Paryphthymoides poltys
  • Taygetis laches
Família: PAPILIONIDAE
  • Battus polydamas
  • Heraclides anchisiades capys
  • Heraclides thoas
  • Parides anchises nephalion
Família: PIERIDAE
  • Anteos clorinde
  • Aphrissa statira statira
  • Ascia monuste
  • Dismorphia astyocha
  • Eurema agave
  • Eurema elathea
  • Eurema phiale paula
  • Glutophrissa drusilla
  • Melete lycimnia
  • Phoebis neocypris
  • Phoebis sennae
  • Pseudopieris nehemia
  • Pyrisitia leuce leuce
  • Pyrisitia nise tenella
Família : RIODINIDAE
  • Charis sp.
  • Melanis sp. 1
  • Melanis sp. 2
  • Stalachtis phlegia susanna
Artigo: COMPARAÇÃO ENTRE DOIS MÉTODOS PARA ANÁLISE FLORÍSTICA E ESTRUTURA DE UM TRECHO DE FLORESTA MESÓFILA DA MATA DA PUC MINAS, BELO HORIZONTE - MG

Autor: WERNECK, D. S. MÁRCIO

Família: ANNONACEAE
·         Rolliniasylvatica (St. Hil. ) Mart.

Família: BOMBACEAE
·         Eriothecagracilipres (K. Schum. ) A. Rob.

Família: CELASTRACEAE
·         Maytenussp.

Família: EUPHORBIACEAE
·         Crotonsp.
·         CrotonfloribundusSpreng.

Família: FABACEAE
·         Dalbergianigra (Vell. ) Fr. All. ExBenth.
·         Machaeriumacutifolium Vog.
·         Machaeriumfloridum (Mart. exBenth. ) Duke

Família: LAURACEAE
·         Eudlicheriapaniculata (Spreng. ) Macbr.

Família: MIMOSACEAE
·         Piptadeniagonoacantha (Mart. ) Macbr.

Família: MONIMIACEAE
·         Mollinediawidgrenii A. DC.
·         SiparunaguianensisAubl.

Família: MYRISTICACEAE
·         Virola sebiferaAubl.

Família: MYRTACACEAE
·         Myrciariasp.
·         Myrciarostrata DC.
·         Psidium cf. cupreum Berg.

Família: NYCTAGINACEAE
·         Guapiraopposita (Vell. ) Reitz.

Família: PROTEACEAE
·         Roupala cf. brasilliensisKlortz.

Família: RUBIACEAE
·         GuettardaviburnoidesCham. EtSchltdl.

Família: SAPINDACEAE
·         CupaniavernalisCamb.
·         MataybaelaeagnoidesRadlk.

Família: SOLANACEAE
·         SolaumcernuumVell.

Família: STYRACACEAE
·         Styraxsp.

Família: TILIACEAE
Luheadivaricata Mart.


Annanda T. Tonini, Bárbara, Dayana A de Faria, Fernanda Nunes, Izteliane V. Santos, Luiza Mayrink, Rodolfo Martins, Sandra M. G. Cunha.
Annanda T. Tonini, Bárbara, Dayana A. de Faria, Fernanda Nunes, Izteliane V. Santos, Luiza Mayrink, Rodolfo Martins, Sandra M. G. Cunha

Distribuição de Pau-Jacaré - Piptadenia gonoacantha na MATA DA PUC MINAS

O Pau-jacaré (Piptadenia gonocantha) é uma planta relativamente diversificada no território brasileiro, e está concentrada principalmente na região sudeste do Brasil. O pau de jacaré é uma planta de folhas basicamente semicaducifolias, possui o tronco reto, normalmente tortuoso, com cristas aculeadas. Sua ramificação é cimosa, dicotômica. Copa irregular, estreita, umbeliforme, com acúleos nos ramos finos.
                                                                                            Pau - Jacaré

                                                                                     Trondo de Pau - Jacaré

                                                                                  Trondo de Pau - Jacaré
Uma característica marcante do Pau-jacaré é sua fácil identificação através de suas folhas. São recompostas, paripenadas, de 5 a 9 pares de pinas, com 26 a 46 pares de folíolos por pina (Klein, 1982); pecíolo caniculado com glândula verruciforme e deprimida no centro.
                                                                                   Filotaxia de Pau - Jacaré
Em relação ao solo que planta é mais encontrada, há uma grande variedade. Piptadenia gonoacantha ocorre naturalmente em solos muito variados, desde os de baixa fertilidade química, pedregosos e os considerados imprestáveis até no solo de boa fertilidade. O pau-jacaré é mais encontrado em regiões de vegetação secundária: capoeira, capoeirão e floresta secundária. Invade terrenos abandonados. É uma espécie tipicamente gregária.
Em relação à densidade da planta, em levantamentos fitossociológicos realizados na Floresta Estacional Semidecidual em Minas Gerais e no Estado de São Paulo, foram encontradas entre 3 a 18 árvores dessa espécie por hectare (Vieira et al., 1989; Toledo Filho et al., 2000; e Werneck et al., 2000).
Quanto a mata da PUC, onde ocorreu nosso projeto, está inserida na unidade Coração Eucarístico da PUC minas desde sua criação em 1958. É caracterizada como uma mata secundaria estacional e semidecidual. Nosso trabalho na mata da PUC minas teve como objetivo observar a densidade da planta pau-jacaré dentro da área contida da mata da PUC minas. Para isso, foram demarcadas varias parcelas da matinha, na qual havia a contagem de exemplares que existiam no mesmo. A altura de cada planta também foi registrada para possíveis relações entre altura x quantidade de plantas. Durante o trabalho foram feitas 10 parcelas de 10x10m, buscando seccionar a mata em vários pontos diferentes, afim de se estabelecer a quantidade de indivíduos na mata toda e fazer algumas conclusões sobre altura média , densidade etc. As parcelas foram feitas de modo aleatório e em diferentes áreas da matinha, alternando entre a borda da mata e o centro.
Depois de coletar todos os dados, conseguimos fazer algumas conclusões sobre a distribuição de Piptadenia Gonoacantha na Matinha da PUC.Utilizamos alguns cálculos para as conclusões.
O calculo da Média de indivíduos por parcela foi de 3,4 indivíduos.E a variância em 4,711.Sendo que foram analisadas 10 parcelas de 10x10 m. Existe uma razão entre Variancia/Media.Determina-se com base nas unidades amostrais levantadas,a razão entre a variância e a media do numero de indivíduos nas unidades amostrais.
Quando o valor da razão variância/media for 1, o padrão de distribuição será aleatório; quando o valor for superior a 1, o padrão será agrupado ou tendendo ao agrupamento; quando o valor for menor que 1, considera-se que o padrão é regular.
Com o cálculo dessa razão Variância/Média concluímos que o padrão de distribuição de Piptadenia Gonoacantha na mata da PUC Minas é agrupado ou tendendo ao agrupamento. O valor da Variancia/Média = 1,38. Esse tipo de distribuição quer dizer que formam grupos de indivíduos em decorrência das formas de reprodução, presença de distúrbios ou fatores ambientais que limitam sua distribuição, e até mesmo, pelas complexas interações entre membros da comunidade (Borcard et al., 1992; Perry & Dixon, 2002)
Também conseguimos estimar a densidade populacional. Densidade populacional é calculada pelo Número de indivíduos/unidade de área.
Conseguimos estimar os seguintes dados:
1 hectare ---------- 10.000m²
Cada parcela amostrada tem 100m²,sendo assim, cada parcela tem 0,01 hectare. Considerando que a média por parcela é 3,4 indivíduos e sabendo que a mata da PUC tem 7 hectares, calculamos o numero de indivíduos estimado em toda a mata.Resultou em 2.380 indivíduos.
Assim, 2.380 ind/70.000m² = 0,034 é a densidade populacional de Pau-Jacaré na Mata da PUC.Como medimos a altura dos indivíduos, fizemos uma tabela relacionando a altura dos indivíduos e o numero de indivíduos em cada parcela.




Número da parcela
Número de indivíduos
Altura média estimada
1
9
072
2
2
4,9
3
4
4,75
4
4
0,9
5
3
0,8
6
1
13,5
7
3
3,8
8
3
6,16
9
3
2,6
10
2
6,4


Porcentagem de indivíduos x Classe de altura



Com este trabalho concluímos a quantidade populacional de Pau Jacaré (Piptadenia gonocantha) na Mata que se localiza na PUC-Minas Coração Eucarístico, e conseguimos através do experimento definir que a árvore se distribui de forma agregada pela Mata.
Com a metodologia que foi utilizada para a execução do trabalho, pode-se realizar vários trabalhos, seja com plantas ou com animais, é uma metodologia sem custo financeiro alto, de fácil realização e bem eficiente, e que quando bem utilizada, gera uma possibilidade de erro bem pequena.
A Mata da PUC é um local de fácil acesso, que poderia ser usado como uma grande fonte natural para a realização de inúmeros projetos seja na área da botânica ou da zoologia. É um local tranqüilo com muitas belezas que poderiam ser mais valorizadas.
Em fim, concluímos que esse trabalho pode ser utilizado como objeto de estudo em outros projetos, pois é um trabalho com dados confiáveis e fáceis de serem compreendidos e analisados.



Referências Bibliográficas

Bárbara Galvão, Carolina de Figueiredo, Débora Carolina Mendonça, Hanna Jedii, Marcus Tulio Bernardes.




O Disfarce das cobras-corais


 

Alguns animais venenosos ou peçonhentos possuem coloração destacada. Esse fenômeno é conhecido como aposematismo. As serpentes apresentam diferentes estratégias defensivas, que são empregadas conforme o ambiente em que vivem. Por exemplo, serpentes que vivem em árvores geralmente são verdes. As cobras corais utilizam a estratégia do aposematismo para afastar predadores orientados visualmente, mas existem também espécies não venenosas que se parecem com as venenosas e podem lucrar dessa semelhança de forma que também afaste os predadores por confundi-los. Esse sistema, no qual uma espécie não venenosa (chamada de mímico) se assemelha a uma venenosa (chamada de modelo), é conhecido como mimetismo. Neste caso espera-se que o nível de predação dos indivíduos mímicos diminua, pois os predadores podem confundir com as espécies venenosas e as evitar. Nosso trabalho vem testar se o mimetismo realmente pode conferir certa proteção para os indivíduos mímicos. A proposta é de uma introdução de modelos de massinha de modelar no padrão de uma coral verdadeira, coral falsa e um grupo controle que seria a cobra verde. A hipótese é que o nível de predação seja menor no modelo de coral verdadeira e coral falsa, justificando o mimetismo dessas serpentes, e no modelo de cobra verde a predação deve ser mais frequente.

Realizamos este experimento na Mata da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Unidade Coração Eucarístico. Confeccionamos 60 serpentes de massa modelável atóxica e pintadas com tinta guache atóxica (marca Acrillex) com 20 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro, de quatro padrões diferentes de coloração: 20 verdes, representativo Philodryas viridissimus (fig. 5); 20 Cobras corais verdadeiras representativo de Micrurus annellatus (fig. 6); 10 Cobras corais falsas representativo de Atractus latifrons (fig. 7) e 10 Cobras corais falsas representativo de Liophis breviceps (fig. 8).

 Figura 1. Preparação dos modelos

 
                                             Figura 2. Modelos prontos
                   Figura 3. Mata da PUC - Pontos onde colocamos as serpentes

Colocamos as réplicas em forma de “S” (simulando a posição do corpo de uma serpente em deslocamento), tendo como ponto de partida a imagem da Santa no inicio da trilha. Posicionamos 30 modelos de cobras do lado esquerdo da trila e mais 30 do lado direito de forma que em cada ponto estivesse um modelo de cada: verde, coral verdadeira e coral falsa enumerando cada ponto de um a vinte. Colocamos as cópias em intervalos de 20m, seguindo a trila e 5m dentro da mata, posicionando 3 tipos de cobras em cada intervalo a uma distância de aproximadamente 1m de cada cobra no mesmo ponto, colocando-as no chão e em troncos.

                                                Figura 4. Modelo controle
                                          Figura 5. Modelo coral verdadeira
                                               Figura 6. Modelo coral falsa
                                              Figura 7. Modelo coral falsa

O tempo de duração do experimento foi de duas semanas, vistoriando a cada 72horas e fotografando as cópias que apresentaram marcas de ataque para posterior identificação dos prováveis predadores. Foi considerado como ataques apenas as marcas deixadas por aves e mamíferos, que são os prováveis predadores de serpentes. Esses ataques deixam marcas bem características nos modelos, em forma de “U” ou “V” no caso de bicadas de aves, ou denteada, no caso de mamíferos.

Resultados
            Ao todo expomos 60 réplicas de serpentes de massa de modelar na mata. No primeiro dia de experimento colocamos 30 serpentes e mais 30 depois de 72 horas. Encontramos no total 34 réplicas com marcas de ataque (56,6%). Marcas desconhecidas desconsideramos por não ser possível inferir quais animais foram responsáveis por elas. A frequência de ataques foi maior nas cobras corais verdadeiras e falsas havendo uma preferência de ataque pela parte do meio do corpo.

Tabela. Frequência de ataques por réplica e porcentagem de ataque em relação ao total de réplicas expostas.
Modelos                                                                                        Número de ataques

Modelo de Philodryas viridissimus (Cobra Verde)                                     9 (15%)
Modelo de Micrurus annellatus (Coral Verdadeira)                                  12 (20%)
Modelo de Atractus latifrons (Coral Falsa)                                                  7 (11,6%)
Modelo de Liophis breviceps (Coral Falsa)                                                   6 (10%)
Total                                                                                                                        34


                                              Figura 8. Marcas de predação
                                             Figura 9. Marcas de predação
   
Figura 10. Marcas de predação
                                              Figura 11. Marcas de predação
Diferente do que esperávamos as cobras corais verdadeiras e corais falsas tiveram um maior numero de predação do que as cobras verdes demonstrando que o mimetismo dessa espécie na região da Mata da PUC é inversamente proporcional do que em regiões nativas das espécies, pois vimos que cobras corais (verdadeiras e falsas) possuem pouca camuflagem em folhas e troncos sendo mais visíveis por predadores do que as verdes que tiveram um índice de predação muito menor por se adaptarem melhor ao solo conseguiram-se esconder melhor dos predadores.
            Outra explicação para o fato de os modelos de corais terem sido mais predadas pode ter sido devido algumas aves e mamíferos, podem desconhecer a espécie coral na região, então mesmo as cobras demonstrando uma coloração viva significativo de veneno esse aprendizado não foi passado para os predadores da região provocando assim o alto índice de predação dessas espécies principalmente por mamíferos com marcas bem visíveis e quase nenhuma por aves.
            Finalmente, como a maior parte dos predadores de serpentes são visualmente orientados, o uso de réplicas imóveis poderia levar a uma subestimativa das taxas de ataque. Talvez seja necessário que essas serpentes apresentem mais alguma característica indicativa de perigo, como exibições comportamentais, para serem percebidas como presas reais.             De fato, muitas espécies não venenosas de serpentes exibem comportamentos defensivos que parecem mimetizar espécies venenosas. Dessa forma, a cor das réplicas, provavelmente não é suficiente para que os predadores reconheçam as réplicas como serpentes.

Para saber mais:
RODRIGUES, M.G.; A triangulação da cabeça diminui a chance de predação em serpentes?
GAIARSA, M.P.; Mimetismo em serpentes: modelos mais venenosas conferem maior proteção aos mímicos?
  
Afonso D. Cerqueira; Jéssica B. Oliveira; Kateanne S. Dutra; Luiza de A. S.Fernandes; Sarah G. Biondo

Orientador
Tadeu José de Abreu Guerra